quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Cirurgia Oral

As bactérias da boca encontram-se dispersas na saliva, na mucosa das estruturas anatómicas locais (dorso da língua, sulcos gengivas, amígdalas) e aderentes às estruturas rígidas (dentes, implantes dentários, próteses dentárias, aparelhos ortodônticos).
Numa cirurgia é importante prevenir a infecção do local operado pela transmissão das bactérias entre os diversos locais, a qual pode ocorrer espontaneamente pela saliva ou pelos meios de higienização (p.ex. fio dentário, escova de dentes).

Que tipo de situações requerem este tipo de cirurgia?
A Cirurgia oral inclui um diversificado conjunto de actos cirúrgicos realizados na boca. Entre outras:
Extracção dentária ("exodontia"), o mais frequente, que pode ter situações simples ou complexas, a saber:
Exodontia de dente erupcionados
Exodontia de dente não-erupcionados
a) Dentes impactados (os que não completaram a normal erupção, ficando "inclusos"ou semi-inclusos no osso)
b) Germectomomias (remoção dos dentes ainda no estado inicial a sua formação)


Cirurgia pré-protética


Conjunto de técnicas cirúrgicas que preparam a anatomia bucal para a correcta adaptação de uma prótese dentária (removível ou fixa).

Implantologia
A reabilitação oral com recurso a implantes dentários osteointegrados é um tratamento muito frequente que necessita de uma intervenção inicial para colocação no osso desses implantes.

Remoção de tórus
Um tórus é uma procidência óssea num maxilar (geralmente no palato ou na face lingual da mandíbula).
Provoca frequente ansiedade ("receio de cancro") pelo que deve tranquilizar-se o doente. Pode interferir coma colocação de uma prótese e ser necessário a sua remoção.

Frenectomia
Correcção cirúrgica da inserção anómala de um freio labial ou lingual que, em crianças origina dificuldade na fala ou mau posicionamento dentário e, no adulto, pode dificultar a adaptação de uma prótese dentária.

Biopsia
Colheita de fragmentos (biopsia incisional) do tecido lesado ou a totalidade da lesão (biopsia excisional) para diagnóstico anatomopatológico da doença em questão ou confirmação de patologia sistémica com repercussão oral.nEm alguns casos pode ser feita por aspiração com agulha (biopsia aspirativa).

Quistectomia
A quistectomia é a remoção cirúrgica de um quisto. Os maxilares são sede frequente de quistos, em geral associados a patologia dentária inflamatória crónica, no entanto, existem muitas etiologias possíveis (p.ex dentes não erupcionados), com significado clínico e evolução diversas que necessitam de exame anatomopatológico (biopsia ou quistectomia) para se obter o diagnóstico definitivo.


Cirurgia endodôntica
Tratamento cirúrgico de patologia envolvendo a remoção da região apical da raiz de um dente ("apiecectomia") no qual o tratamento endodôntico não foi eficaz, mantendo-se as queixas ou por existir um quisto radicular.

Complicações
As intervenções de ciurgia oral apesar de serem, em geral, seguras, podem ter complicações gerais, como qualquer outro acto cirúrgico (p.exinfecções, hemorragias). No entanto, ao nível da boca existem factores específicos que facilitam o surgimento de complicações,em particular sa defeciente higiene oral e eventuais hábitos tabágicos e alcoólicos, O não cumprimento, por parte do doente, das medidas recomendadas, são também um factor de risco importante.

A presença de diversos doenças ou condições necessita de ser refernciada pelo potencial acréscimo das complicações
Entre as mais frequentes contam-se a diabetes mellitus, a hipertençãoarterial, as alterações da coagulação (Por toma de anticoagulantes ou anti-agregantes plaquetares) e as alterações da imunidade.

O doente deve informar o médico de qualquer outra doença de que sofra (p.ex. doenças endócrinas, cardíacas, neurológicas, renais, infecciosas).

Constituem grupos de particular atenção:
  • Doentes transplantados (p.ex. rim, figado, coração);
  • Doentes submetidos anteriormente a radioterapia da área da cabeça e do pescoço ou a quimioterapia;
  • Doentes medicados com bifosfonatos, utilizados em tratamento de doença oncológica (via endovenosa) ou no tratamento da osteoporose (via oral).
A observação do doente alguns dias depois da operação permite avaliar a evolução da cicatrização e identificar algumas eventual complicação.


Para além disso, se surgir qualquer sintoma ou sinal inesperado o doente deve contactar o cirurgião (p.ex. dor prolongada ou que surja após alguns dias, tumefacção local com dificuldade da abertura da boca ou na mastigação e deglutição; febre).

Recomendacões pós-operatórias O edema da face, adjacente à região operada, aumenta durante as primeiras 48 horas, diminuindo em seguida.

A aplicação de gelo, por períodos de 20 minutos alternados com pausas semelhantes, durante as primeiras 24 a 48 horas permite, em geral, o controlo do edema, da dor e reduz o risco de hemorragia e de infecção.

A prescrição de analgésicos permite, quase sempre, o controlo da dor pós-operratória considerada com normal.

A medicação de antibioticos é frequentemente usada para prevenir ou tratar uma infecção.

A desinfecção da boca é recomendável com bochechos de clorohexidina (no primeiro dia lavar sem bochechar) e aplicação tópica de gel

A dieta líquida e fria e gelados está indicada nas primeiras 24 a 48 horas. A alimentação vai sendo adaptada de acordo com aconselhamentomédico e a tolerância individual, passando em geral, por uma dieta mole antes de normalizar.

O repouso, em situações mais complexas, deve ser incentivado nas primeiras 24 a 48 horas, sendo recomendável adoptar uma posição semi-sentada.

O hábito de fumar deve ser interrompido, pelo menos durante a primeira semana pós-operatória, pelo risco de retardamentoa cicatrização e aumento do risco de complicações pós-operatórias, como as hemorragias e as infecções.

Os esforços associados a determinadas actividades devem ser restringidas (p.ex. profissionais ou fisicas, como a desportiva ou tocar instrumentos musicais de sopro):

As viagens de avião poderão apresentar em alguns casos certos problemas, devendo o doente aconselhar-se convenientemente com o cirurgião sobre a sua situação específica.

Como escovar?
Iniciar a escovagem pelos dentes posteriores (molares), progredindo depois para os dentes da frente (inicisivos e caninos).
Começar pela superfície externa do dente e só depois passar para a interna.
Inclinar a escova de forma a que os seus filamentos façam um ângulo de 45º em relação ao dente. Realizar pequenos movimentos horizontais e circulares, no sentido da gengiva para o dente.
Escovar os incisivos e caninos colocando a escova na vertical. Deve escovar-se de forma completa um maxilar de cada vez, sem esquecer nenhuma das superfícies do dente.
Terminar com a escovagem das superfícies que mastigam (oclusais), com movimentos de vai e vem. A duração média de uma escovagem deve ser entre 2 a 3 minutos.

Os cuidados a ter em saúde oral
Para completar a higiene, os espaços interdentários devem ser higienizados com fita dentária. Se estes espaços forem maiores ou se for portador de um aparelho ortodôntico, recomenda-se a utilização de escovilhões interdentários. Existem escovilhões adaptados a cada tipo de espaço.


Fita dentária
Retire uma porção de fita (cerca de 25 cm). Enrole a fita nos 2 dedos médios. Faça deslizar a fita entre os dentes até as gengiva. Os movimentos devem ser perpendiculares ao maxilar e efectuados em todos os espaços interdentários.
Utilizar uma parte limpa de fita para cada espaço.

Escovilhões interdentários
Coloque o escovilhão perpendicularmente ao espaço interdentário ou entre o aparelho e os dentes.Escove cuidadosamente as zonas necessárias depois enxague o escovilhão em água corrente.


Fonte: Oral Care

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