segunda-feira, 1 de março de 2010

OVÁRIOS POLIQUÍSTICOS E RISCOS PARA SAÚDE

Os pequenos quistos detectados na ecografia não crescem, normalmente desaparecem para dar lugar a novos quistos. Habitualmente permanecem pequenos com cerca de 5 milímetros, não sendo necessário retirar através de cirurgia.

Somente quistos de maiores dimensões (com mais de 50 milímetros) terão de ser operados. Isto pode acontecer a qualquer mulher, independentemente de ter ou não ovários poliquísticos.
Podemos afirmar que não há qualquer relação entre os quistos dos ovários poliquísticos e o cancro do ovário. Embora o risco seja baixo, as mulheres com menstruações com pouco fluxo sanguíneo ou sem menstruações têm maiores riscos de vir a ter cancro do endométrio. Isto acontece quando o endométrio se torna espesso, ( não há a normal descamação que é feita pela menstruação regular).

Se o endométrio está mais espesso ou irregular, o médico deverá aconselhar uma histeroscopia (exame que é realizado através se um sistema óptico que permite a visualização da cavidade uterina) e poderá ser também realizada uma biopsia ao endométrio que consiste na recolha de uma pequena porção do endométrico para análise microscópica.

As mulheres que são obesas e têm ovários poliquísticos correm maior risco de ter problemas de coração, isto porque o excesso de peso associa-se à hipertensão arterial e também ao colesterol elevado, sendo principais factores de risco da doença cardíaca.

Uma dieta equilibrada em fibras e baixas calorias ajuda a diminuir estes riscos.
Na verdade, o excesso de peso é provavelmente, a causa principal das mulheres com SOP.

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